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Ao encontro dos «narradores da memória»

Por terras de Minde, concelho de Alcanena, ainda se ouve a «Piação dos Charales do Ninhou». Bem mais a Norte, na fronteiriça Miranda do Douro, celebram-se os dez anos do reconhecimento oficial de direitos linguísticos da comunidade mirandesa. Nos gabinetes do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, em Lisboa, inventaria-se a literatura tradicional. Do Alentejo a Trás-os-Montes investigadores fazem o levantamento da tradição oral e publicam-na como palavra escrita. Uma viagem de norte a sul do país no encalço dos «narradores da memória».

Café Portugal | quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Minderico - Em Minde ainda se ouve a «Piação dos Charales do Ninhou»
A antiga linguagem dos mercadores de colchas sobrevive ainda hoje por terras de Minde, concelho de Alcanena. Não se sabe quantas pessoas continuam a linguajar a «Piação dos Charales do Ninhou». Certo é que termos actuais como televisão já entraram para o vocabulário de uma variedade linguística que teima em não querer morrer e que conta com defensores acérrimos. Que o digam Vera Ferreira e Alzira Roque Gameiro, as nossas duas interlocutoras. LER



Literatura tradicional - Viagem ao país «do que nunca morre»

Temos casa nova e a tendência é convidar os amigos para um primeiro olhar. Podemos não o saber, mas a pretexto da visita há motivações muito mais profundas: há a tradição. Uma conversa com duas investigadoras do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT) da Universidade Nova de Lisboa mergulha-nos no terreno «do que nunca morre». O património popular, oral e literário do país serve de mote a um centro de estudos que assinala 30 anos de trabalho. Uma conversa de onde saímos a perceber porque convidamos para nossa casa? LER

Duarte Martins -«O mirandês é muito bonito mas funciona ainda um pouco como folclore»
Comemora-se em 2009 os dez anos sobre o reconhecimento oficial de direitos linguísticos da comunidade mirandesa por parte do Estado português. Para assinalar o momento falamos com Duarte Martins, o professor de mirandês que levou o ensino da língua a alunos desde a pré-primária até ao secundário. Duarte Martins refere a necessidade de entendimento entre a autarquia de Miranda do Douro, ministérios da Educação e da Cultura com vista à criação de uma instituição para o estudo da língua. O professor aponta, ainda, a falta de espaço para o mirandês na televisão pública. LER

Projecto quer imortalizar um século de tradições orais em Trancoso
Há três anos nascia um projecto de animação de idosos que se transformou numa recolha oral dos saberes e costumes dos habitantes mais velhos do concelho de Trancoso. Fernando Jorge Santos Costa, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Trancoso Eventos- TEGEC, pormenoriza ao Café Portugal esta aventura que promete salvaguardar as tradições da região. LER

Mora - Livro «A Luz da Cal ao Canto do Lume» preserva memória
São narrativas de mil cores e muitas memórias as que Joaninha Duarte tem para contar. A autora de «A Luz da Cal ao Canto do Lume» embarcou numa viagem fantástica de lendas e contos da tradição oral da localidade alentejana de Mora. Um trabalho que envolveu dez anos de recolha e que, agora, é compilado em livro. LER

Tradição oral - «Homenagear os narradores da memória»
A tradição oral transmontana está a ser explicada aos mais pequenos pelo escritor e investigador Alexandre Parafita. O livro «Contos ao vento com demónios dentro» vem desmistificar a figura do demónio. LER



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